A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Maus-tratos aos Animais resgatou uma cadela da raça Husky Siberiano e de um periquito-maracanã no bairro Aparecida, em Cariacica. O animal de grande porte foi encontrado em estado de desnutrição severa, descrito pela equipe como “pele e osso”. A equipe da CPI já havia realizado uma vistoria inicial na residência na última segunda-feira (11), onde constatou as condições precárias de higiene e saúde do animal. Na ocasião, o tutor foi formalmente notificado para providenciar cuidados imediatos.
Ao retornarem ao local na manhã desta quinta-feira, os fiscais confirmaram que nenhuma medida foi tomada. Questionado sobre o descumprimento da notificação, o tutor alegou que, devido ao “estresse”, esqueceu de entrar em contato com os órgãos responsáveis ou buscar auxílio.
Um detalhe que chamou a atenção dos agentes da CPI de Maus-tratos aos Animais foi o tratamento diferenciado dado aos animais. Entre a primeira e a segunda vistoria, o tutor retirou do imóvel um periquito-maracanã, levando-o para a casa de um familiar para evitar a apreensão.
“Sob o nosso comando da CPI dos Maus-Tratos, realizou uma diligência no bairro Aparecida, em Cariacica, onde um animal foi encontrado definhando, privado de água e alimento. Após o tutor ignorar as orientações prévias da equipe, procedemos com o resgate nesta manhã. Durante a ação, um periquito-maracanã também foi apreendido e entregue aos cuidados do Iema. O autor foi conduzido ao DPJ de Cariacica, reafirmando nosso compromisso em dar voz e garantir justiça aos animais”, afirmou a deputada estadual e presidente da CPI de Maus-Tratos aos Animais.
A ação contou com o apoio fundamental da Fiscalização de Meio Ambiente de Cariacica e da Guarda Municipal.A Husky foi encaminhada para tratamento veterinário urgente e, após sua reabilitação, será colocada para adoção responsável. O periquito-maracanã foi apreendido e entregue ao Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema).O responsável foi conduzido ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica. Ele responderá com base no Artigo 32 da Lei Federal 9.605/98, que prevê reclusão de 2 a 5 anos para crimes de maus-tratos contra cães e gatos.
“Tutor não é só quem coloca comida no pote. É quem garante vida digna. Quem vê o sofrimento e não age também responde na Justiça. Animal não é objeto, é vida”, destacou a deputada.

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