Por Priscila Contarini

Imagine poder monitorar cada reação do seu corpo em tempo real e ajustar, com precisão matemática, o que você come, como treina e como recupera suas energias. O que antes parecia ficção científica hoje atende pelo nome de biohacking. A prática, que consiste em usar ciência e tecnologia para “otimizar” a biologia humana, está mudando a rotina de quem busca não apenas estética, mas longevidade de alta performance.
Diferente do modelo tradicional de academias, onde o aluno muitas vezes treina de forma genérica, o biohacking propõe a Saúde Preditiva. “O foco agora são os dados. Entender como o organismo responde ao esforço e usar a tecnologia para evitar o desgaste desnecessário”, explica Leonardo Lima, especialista em treinamento de alta performance da Liftt.
A era dos “Hubs de Saúde”
Em Vitória, essa transição de comportamento já é visível na região da Mata da Praia. A Liftt Fitness Club é um dos exemplos de como o mercado capixaba está se adaptando ao conceito de “centro de saúde integrado”. Lá, o aluno é inserido em um ecossistema onde máquinas com inteligência artificial conversam com uma equipe multidisciplinar.
O processo funciona em sinergia: os equipamentos coletam dados biométricos que são analisados por nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de educação física. “O monitoramento tecnológico nos permite antecipar sobrecarregas. Com os dados de performance em mãos, aplicamos a manipulação miofascial de forma precisa para liberar as tensões teciduais e restaurar a mobilidade, garantindo que o corpo se recupere na mesma velocidade em que é desafiado”, afirma o fisioterapeuta especialista em manipulação miofascial da unidade, Gustavo Perim Gonçalves.
Prevenção e recuperação
Outro pilar fundamental do biohacking é o recovery (recuperação), etapa essencial para que o corpo absorva os estímulos do treino. Na estrutura da Liftt Fitness Club, a massoterapia atua de forma integrada para reduzir os níveis de cortisol e acelerar a drenagem de metabólitos após o esforço intenso. “A massoterapia é o elo final da recuperação: ela atua no sistema nervoso e na circulação, reduzindo a fadiga e preparando o organismo para o próximo ciclo de performance com muito mais rapidez”, pontua a massoterapeuta da Liftt, Jessica Ballarini.
Para os especialistas, esse é o futuro do bem-estar em 2026: menos esforço aleatório e mais precisão biológica. O maior luxo da atualidade, ao que parece, é ter o controle total sobre a própria saúde.

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