Ricardo Ferraço, por sua vez, no cenário com apenas três candidatos, tinha 32% em abril e agora tem 37%.
O emedebista tem o apoio de diversos partidos e lideranças políticas e está à frente do Palácio Anchieta há três meses e meio, o que lhe confere mais visibilidade.
É preciso ressaltar, entretanto, que a pesquisa não mediu o quanto os eleitores do Espírito Santo estão cientes da recente mudança no comando do Executivo estadual.
O governador tem 31% de rejeição, o que não é muito menor que a de Helder Salomão.
Mas ampliou a vantagem em relação ao segundo colocado.
Antes, ele estava oito pontos percentuais à frente de Pazolini. Agora, abriu 12 pontos de diferença. Foi o que mais cresceu.
É um feito positivo na pré-campanha, mas nada garantido.
Pesquisas são um retrato do momento, não uma previsão do futuro.
PAZOLINI ESTACIONADO
Já Pazolini oscilou um ponto percentual para cima, passou de 24% para 25%. Novamente, tratando aqui do cenário com apenas os três pré-candidatos em questão.
O ex-prefeito está na mesma, considerando a margem de erro, de três pontos percentuais.
O republicano está há cerca de três meses e meio fora do comando do Executivo municipal e em acelerada pré-campanha.
Está prestes a se aliar ao PL de Magno Malta, como já mencionado neste texto, e
declarou apoio à pré-candidatura à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Esse anúncio, entretanto, ocorreu em 13 de julho. Os pesquisadores da Quaest foram às ruas entre 10 e 13 de julho.
Logo, o impacto do aceno de Pazolini aos eleitores bolsonaristas ainda não foi captado.
Um ponto positivo para o ex-prefeito é que ele é mais “leve” que os demais, ao menos no quesito rejeição.
É o menos rejeitado, com 21%.
O DESEMPENHO DE HELDER
O candidato do PT ganhou mais dois pontos percentuais em comparação com a pesquisa de abril, passou de 9% para 11%.
A pré-candidatura de Helder foi consolidada dentro do próprio partido no final do ano passado, meses depois de Ricardo e Pazolini terem começado a se movimentar como potenciais candidatos ao Palácio.
O lançamento oficial da pré-candidatura do petista ocorreu somente no último dia 4.
O desempenho mais recente dele, provavelmente, pode ser creditado ao fato de que mais eleitores agora sabem que ele está na corrida pelo governo. Mas é uma oscilação dentro da margem de erro.
Os 11% que Helder marcou agora ainda estão longe dos 30% que ele pretende alcançar.
E uma barreira já se avizinha: a rejeição.
Considerando os cinco possíveis candidatos, Helder é o terceiro mais rejeitado, uma vez que 34% dos entrevistados disseram que o conhecem, mas não votariam nele.
O percentual é superado por Magno Malta, rejeitado por 55%. E por Hartung, rejeitado por 35%.