
A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (27/11), uma audiência pública sobre a recuperação energética de resíduos e tecnologias energéticas sustentáveis. A Frente Parlamentar em Defesa do Gerenciamento e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, representada por Beatriz Nóbrega, Secretária-Executiva, participou do debate para discutir soluções viáveis para o tratamento de resíduos sólidos urbanos no Brasil.
Especialistas como Hugo Nery, Diretor-Presidente da Marquise Ambiental, e Yuri Tisi, Presidente Executivo da ABREN, participaram da audiência, que abordou os desafios e oportunidades da recuperação energética de resíduos.
Durante o encontro, foram abordados os desafios e as oportunidades da recuperação energética de resíduos, um tema crucial diante dos impactos ambientais causados pela gestão inadequada de resíduos, como a contaminação dos recursos hídricos e a emissão de gases de efeito estufa, como o metano.
O Deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA) destacou a importância de projetos que integrem energia limpa e gestão de resíduos, afirmando que usinas de recuperação energética podem gerar R$ 220 bilhões em 40 anos, além de benefícios para a saúde pública e criação de 200 mil empregos.
Hugo Nery, da Marquise Ambiental, enfatizou a mudança de visão sobre resíduos sólidos, destacando que o tema agora é discutido em nível nacional.
“Está havendo uma mudança de visão gradual em relação aos resíduos sólidos, colocando na discussão nacional um assunto que era muito particular das cidades. Quando veio a discussão sobre a finalização dos lixões, o país foi tendo uma visão diferente do problema. Mas ainda temos uma visão de resíduos sólidos muito fechada em lixo, e hoje vai muito além disso”, disse o Nery.
Beatriz Nóbrega, Secretária-Executiva da FPREC, também participou da mesa de debates e ressaltou a necessidade urgente de fortalecer políticas públicas para transformar resíduos em energia e fomentar a economia circular.
Ela apontou as dificuldades enfrentadas na legislação, como a exclusão de emendas da reforma tributária e a falta de reconhecimento dos benefícios ambientais e econômicos da recuperação energética, incluindo sua contribuição para a saúde pública e o mercado de carbono. “É fundamental garantir que avanços tecnológicos e sociais, como a inclusão de catadores, sejam incorporados à legislação para viabilizar soluções sustentáveis para a sociedade”, concluiu.
A Frente Parlamentar continua empenhada em aprimorar a legislação e garantir soluções sustentáveis, visando melhorar a saúde pública e cumprir as metas ambientais do Brasil.

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