
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra Maus-Tratos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) desvendou o caso do gato supostamente enforcado na Ilha do Boi, em Vitória. O animal foi encontrado dentro de uma caixa de lixo no último domingo (25), o que gerou grande repercussão e comoção.
O agente da CPI de Maus-Tratos, Juarez Lima, detalhou como se deu a investigação no local e a análise das imagens obtidas pela comissão.
“A equipe esteve in loco ontem foi identificado que havia uma ruptura de fio já está próximo à calçada. Em imagem que a CPI teve acesso e nós conseguimos um levantamento, que um transeunte por volta de 5h da manhã, com sua moto, ele passa em frente e identifica o animal morto. Ele passa em frente e identifica um animal morto. Então ele desce da sua moto, pega o fio, pega um pedaço do fio e, supostamente, ele enlaça o animal e coloca dentro da caixa. Então, em todas as imagens, de acordo com o laço de tudo que foi levantado, que a CPI também recebeu, não há indícios de enforcamento, até mesmo pelo estado do corpo do animal, diante da sua face e o seu semblante.”
De acordo com o médico-veterinário da CPI de Maus-Tratos aos Animais, Alexandre Sicutti, a análise técnica das imagens e da diligência realizada não apontou sinais de enforcamento.
“Por meio das imagens recebidas e da investigação realizada em diligência nesta segunda-feira, dia 26, do ponto de vista técnico, observa-se que o cadáver apresentava sinais compatíveis com desidratação, caracterizados por piloereção (pelagem eriçada), alterações oculares e aspecto profundo dos globos oculares (enoftalmia), condição geralmente associada à desidratação severa.De acordo com o denunciante, não foram observados vestígios de sangue nem fraturas expostas no animal no momento da aproximaçãoDiante dos achados, as principais suspeitas são envenenamento e/ou doença infectocontagiosa”, afirmou.
A deputada estadual Janete de Sá (PSB), presidente da Comissão de Proteção e Bem-Estar Animal e também da CPI de Maus-Tratos Contra os Animais da Ales, fez duras críticas à condução inicial do caso.
“É inadmissível que uma autoridade policial esteja em um local de frente dos fatos, esteja com o corpo do anima, e não preservou o mesmo. Para que uma autópsia fosse realizada e nós tivéssemos a clareza do que aconteceu. Fiquei aqui no nosso registro de que muitas vezes é mais fácil divulgar a tragédia do que esclarecer os fatos. É lamentável que isso aconteça.”
A parlamentar também destacou outra atuação recente da CPI, reforçando o compromisso da comissão com a apuração rigorosa dos crimes contra animais no Espírito Santo.
“E no outro caso, nós tivemos em Cariacica, identificamos o condutor do veículo que atropelou gravemente uma cadelinha. A cadelinha passa por cuidados médicos-veterinários e o autor deste crime está sendo investigado, e nós fomos mandando toda a documentação analisada para o Ministério Público oferecer denúncia e abrir um processo judicial. Aqui tem seriedade. A CPI não descansa, para dar vez e voz e fazer justiça para alguns animais do estado do Espírito Santo”.


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