
A Prefeitura de Boa Esperança, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou o Boletim Entomológico referente às semanas epidemiológicas de janeiro e fevereiro, com dados atualizados sobre as ações de monitoramento e controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Os números demonstram o esforço contínuo das equipes de campo, mas também reforçam um ponto de atenção: a quantidade de imóveis fechados durante as visitas dos agentes.
Janeiro – Semanas Epidemiológicas 01 a 04
No mês de janeiro, foram trabalhadas 1.350 residências nos bairros Vila Fernandes, Vila Tavares e Nova Cidade. No entanto, 421 imóveis estavam fechados no momento da visita, impossibilitando a vistoria imediata.
Após retorno das equipes, 123 casas foram recuperadas — ou seja, os agentes conseguiram acessar os imóveis em uma segunda tentativa, garantindo a inspeção e a eliminação de possíveis criadouros.
Durante o período, foram coletadas 100 amostras, sendo identificados 87 focos positivos para o mosquito Aedes aegypti.
Fevereiro – Semanas Epidemiológicas 05 a 08
Em fevereiro, as equipes atuaram nos bairros Nova Cidade, Vale Esperança e Centro, com 1.283 casas trabalhadas. O número de imóveis fechados reduziu para 266, demonstrando maior receptividade da população às ações de combate.
Além disso, 202 residências foram recuperadas após novas tentativas de visita, fortalecendo a cobertura das ações preventivas.
Das 103 amostras coletadas, 91 apresentaram resultado positivo para a presença do mosquito.
Casas fechadas representam risco silencioso
Os dados mostram que os imóveis fechados continuam sendo um desafio importante no enfrentamento às arboviroses. Casas sem vistoria podem abrigar focos do mosquito sem que haja identificação ou eliminação adequada dos criadouros, aumentando o risco de transmissão das doenças.
A recuperação dessas residências é resultado direto do empenho das equipes de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), que retornam aos imóveis para garantir a cobertura das ações.
Participação da população é decisiva
O Boletim Entomológico é um instrumento estratégico que orienta as ações de prevenção e controle no município. As informações coletadas permitem identificar áreas prioritárias e intensificar o trabalho nos locais com maior incidência de focos.
Entretanto, o sucesso dessas medidas depende da colaboração da comunidade. Receber os agentes, permitir a vistoria dos imóveis e manter quintais, caixas d’água, calhas e recipientes livres de água parada são atitudes simples, mas fundamentais.
A Prefeitura reforça que o combate às arboviroses é uma responsabilidade compartilhada. Cada morador tem papel essencial na proteção da própria família e de toda a comunidade.
Boa Esperança segue firme no compromisso com a saúde pública, ampliando ações de vigilância, prevenção e conscientização para reduzir os índices do mosquito e evitar novos casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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