O presidente da Frente Parlamentar da Advocacia, deputado Mazinho dos Anjos (PSDB), divulgou uma nota em que manifesta preocupação com o incidente ocorrido neste fina de semana em Guarapari, quando um advogado de Minas Gerais foi levado para a Delegacia de Polícia após ser flagrado por representantes da OAB-ES fazendo captação irregular de clientes na cidade.
Na nota, o parlamentar anuncia que vai propor a convocação do advogado mineiro para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa: “Preocupam-nos as circunstâncias da abordagem e possíveis danos a pessoas atingidas pelo desastre da Samarco, e, ainda mais, o fato de este profissional ter ofendido a honra da presidente da subsecção da Ordem em Guarapari e afrontado a própria presidente estadual da OAB-ES”.
O advogado Eduardo Santos Simões de Almeida, 34 anos, teve o registro suspenso por 90 dias pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Minas Gerais (OAB-MG), em decisão divulgada nesta segunda-feira (12). Além da captação irregular de clientes, da Colônia de Pescadores de Guarapari, na ação contra a Samarco, o advogado divulgou vídeos nas redes sociais desafiando a representação da OAB-ES e xingando de prostituta a presidente da subsecção de Guarapari
A NOTA
A Frente Parlamentar da Advocacia, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, acompanha com preocupação o episódio ocorrido em Guarapari no último sábado (10), quando um advogado de Minas Gerais, sem inscrição no Espírito Santo, foi flagrado pelos representantes da OAB-ES em trabalho de captação irregular de clientes fora de seu território de atuação.
Preocupa-nos a atitude, supostamente, irregular e ilegal; preocupam-nos as circunstâncias da abordagem e possíveis danos a pessoas atingidas pelo desastre da Samarco; e preocupa-nos, ainda mais, o fato de este profissional ter-se ofendido a honra da presidente da subsecção da Ordem em Guarapari e afrontado a própria presidente estadual da OAB-ES.
A Frente Parlamentar da Advocacia levará aos seus demais membros a proposta de convocar esse profissional para prestar esclarecimentos, bem como a investigação de seus atos irregulares e a possibilidade de essa ação profissional causar danos a pessoas, dentre elas muitas em situação de vulnerabilidade social.
Defendemos as prerrogativas profissionais, a valorização da classe, e não podemos ficar inertes diante de fato tão grave, conforme fartamente noticiado pela imprensa e compartilhado nas redes sociais.
Deputado Mazinho dos Anjos
Presidente da FP da Advocacia

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