
A investigação sobre a suspeita de envenenamento de gatos no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha, teve um novo desdobramento após a conclusão do laudo pericial. O exame realizado pela Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) descartou a presença de substâncias tóxicas nas amostras analisadas e apontou que a morte de uma gata ocorreu em decorrência de traumatismos na região do tórax e do abdômen.
Segundo o chefe da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), delegado Marcelo Nolasco, o caso foi registrado em 3 de agosto deste ano, após uma gata ser encontrada morta em Coqueiral de Itaparica. A suspeita inicial era de envenenamento, levantada pela comunicante, que também relatou outras mortes de gatos na região.
> “Nossa equipe realizou diligências para apurar o caso, incluindo a oitiva dos envolvidos e a solicitação de imagens de câmeras de segurança. As diligências não confirmaram a suspeita inicial de envenenamento e não foram confirmados os 12 óbitos mencionados na denúncia. O laudo pericial, porém, refere-se especificamente à gata encontrada morta em agosto”, disse o delegado.
Durante a investigação, foram ouvidos a denunciante e o síndico do condomínio, além de serem analisadas imagens de câmeras de segurança. As diligências não identificaram situações suspeitas, e os outros 11 óbitos mencionados na denúncia não foram confirmados pela investigação.
Durante a perícia da Polícia Científica (PCIES), os exames toxicológicos realizados em amostras de sangue e conteúdo estomacal não identificaram substâncias tóxicas. O laudo apontou que a morte foi causada por hemorragia interna e problemas respiratórios decorrentes dos traumatismos. No entanto, não foi possível determinar como as lesões foram provocadas.
> “Os traumatismos identificados podem ter sido provocados por uma paulada ou até mesmo por uma queda. O animal pode, inclusive, ter sido atropelado. Não temos elementos que comprovem a ocorrência de um crime neste momento. Por isso, vamos concluir o procedimento com o pedido de arquivamento, que poderá ser reaberto caso surjam novas provas”, explicou o delegado Marcelo Nolasco.

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