
Nada mais admirável do que um ato de bravura e de heroísmo. Um ato assim sempre foi visto como destacada coragem de um humano em prol da defesa dos mais fracos e oprimidos, o que na realidade de fato é. Todavia na vida real esse ato não é glamourizado e nem romantizado como nas ficções, onde por exemplo um cavaleiro medieval ou até mesmo um aldeão oprimido enfrentam exércitos para salvar uma vila ou uma princesa. Tampouco, nascem heróis ou heroínas com superpoderes como super-homens ou supermulheres, tal qual a criativa e maravilhosa arte do cinema nos proporciona com várias horas de entretenimento.
Na vida real, nem sempre os heróis e heroínas estão explícitos. Na maioria das vezes são anônimos com seus rostos comuns, escondidos no meio do povo no cotidiano. Dentre esses estão pais e mães trabalhando honestamente, dia a dia para sustentar a família com o mínimo de dignidade. Esses heróis e heroínas apesar de não terem o reconhecimento que merecem, não abrem mão dos seus valores, não importa o que aconteça se manterão firmes em seus propósitos de lisura até à morte.
Não é a riqueza material que move e motiva esses heróis, mas o senso de justiça e do dever para consigo mesmo, com a família, com Deus e com a sociedade.
Esses heróis existem em milhares de milhões pelo mundo a fora. São eles que mesmo inconscientemente, através das suas ações, salvam alguém todos os dias.
Quando passamos nas ruas e deparamos com um homem ou mulher policial, bombeiro, enfermeiro, médico, gari, professor, jardineiro e todos os demais profissionais estamos presenciando heróis em seus atos de heroísmo.
Na recente pandemia presenciamos vários desses heróis e heroínas, mesmo com risco real de morte, salvando milhares de vidas. Dentre eles estão, os profissionais de saúde, os policiais e bombeiros militares. Muitos desses heróis perderam suas próprias vidas para salvar outras pessoas que sequer conheciam.
Da mesma forma, ao contrário do bem existe o mal. O oposto do herói é o anti-herói, o vilão. Que são os desonestos em quaisquer níveis, os corruptos e corruptores, os ladrões, assassinos, todos os tipos de delinquentes, inclusive os omissos. Esses são os que desprezam as pessoas de bem sugam para si indevidamente o produto do suado trabalho alheio e destroem os recursos públicos destinados à sociedade.
Sem dúvida, os heróis da ficção continuarão nos encantando e inspirando, sendo objeto de nossa admiração, entretenimento e muita diversão, não obstante, lembremos de que os verdadeiros heróis e heroínas são as pessoas de inarredável honestidade que na soma dos seus atos diários giram a roda do progresso econômico e social do mundo; que são pessoas comuns: mulheres e os homens trabalhadores perseverantes espalhados pelo planeta.
Naasson de Paula Ramos Sales
É, Capitão da Reserva da PMES.
Graduado em Letras Língua portuguesa e espanhola e suas respectivas literaturas e, pós graduado em Jornalismo Digital.
Poeta e Escritor, afiliado à Abresc – Academia Brasileira de Escritores
Autor do Livro Bolhas, Grafemas e Poesias – 1998 -,
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