O diretor-presidente do banco capixaba, Marcelo Saintive, apresentou como o Fundo de Descarbonização do Espírito Santo, inédito no país, vai apoiar projetos voltados à eficiência energética, geração de energia solar, produção e uso de biometano, entre outras ações que contribuam para a redução da pegada de carbono no Estado no painel “Dos bancos de desenvolvimento a soluções inovadoras do mercado”.
A programação contou com a participação de convidados relevantes para o tema, como o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Ramalho Dubeux; a diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade, Maria Netto; a senior investment Officer do grupo bancário global International Finance Corporation (IFC), Ivy Figueroa; a presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi; a sócia da Environmental Resources Management (ERM), Tatiana Assali; e a head de Stewardship Climático da fama re.capital, Caroline Dihl Prolo.
Vale ressaltar que, embora o cenário nacional tenha iniciativas de geração de créditos de carbono, ou seja, que permitem a compensação das emissões pela compra de créditos de entidades que conseguiram reduzir ou remover mais gases do que suas metas, o Brasil não possui, necessariamente, uma medida estruturada para o financiamento verde.
O Espírito Santo, em contrapartida, anunciou, no início deste ano, um investimento de R$ 500 milhões para o Fundo de Descarbonização. Supervisionado pelo Bandes, o aporte será feito com recursos do Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses) – criado em 2019 para assegurar a gestão responsável das receitas provenientes da exploração de petróleo e gás natural.
O banco capixaba, como um dos poucos bancos de desenvolvimento regionais do país, é peça estratégica nesse movimento e reforça o papel do Estado como referência nacional na elaboração de medidas que promovam a transição energética.

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