
Em um julgamento que durou o dia todo no Fórum de Montanha, Marleuza Neres Costa foi condenada a 23 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado. O Tribunal do Júri considerou a ré a mentora do assassinato de Ademar Rodrigues Gomes, conhecido como “Dema”, crime ocorrido em julho de 2016.
O promotor de justiça Edilson Tigre sustentou a tese de que Marleuza, moradora da Fazenda Lagoa da Prata, no município mineiro de Serra dos Aimorés, planejou o crime após a vítima, que era gerente da propriedade, descobrir o furto de 312 cabeças de gado. Segundo a acusação, o roubo foi executado por seu marido, Joelson, e dois pistoleiros, Val e Robinho.
Os jurados acolheram as quatro qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. O crime foi considerado de motivo fútil e torpe, executado com recurso que dificultou a defesa da vítima — Ademar Rodrigues foi alvejado com 13 tiros, inclusive nas costas, enquanto pilotava sua moto na rodovia que liga Montanha a Nanuque —, e com o objetivo de assegurar a impunidade do furto do gado.
Executores do crime já foram condenados
Os responsáveis diretos pela execução do homicídio, o marido de Marleuza e os dois pistoleiros, já foram julgados e condenados a penas superiores a 20 anos de prisão. Eles já cumprem suas respectivas sentenças.
Marleuza Neres Costa, que respondia ao processo em liberdade, teve sua prisão decretada imediatamente após a leitura da sentença. O juiz Helthon acatou o pedido do promotor Edilson Tigre, e a mulher saiu do fórum algemada, sendo levada para o Centro de Detenção Provisória.
O promotor declarou que a justiça foi feita com a condenação de Marleuza, fechando o ciclo do caso.

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