
Vitória é a capital brasileira com pior índice de segurança pública, segundo ranking elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e que coloca Florianópolis (SC) com o melhor índice, seguida de São Paulo e Belém (PA).
O tema foi levantado pelo deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB), em seu primeiro pronunciamento do ano na volta aos trabalhos parlamentares da Assembleia Legislativa. O deputado disse que isso é preocupante por causa do impacto no turismo.
“Com a reforma tributária, temos que trazer turistas para o Estado. Quando a capital, que é a porta de entrada do turista, tem o pior índice de segurança pública isso preocupa, porque um dos principais fatores que o turista analisa quando escolhe um destino é a segurança”, disse o deputado.
O parlamentar salientou, entretanto, que a sensação de segurança no Estado tem melhorado muito, “em função do trabalho do Governo do Estado”, mas que a informação divulgada no mapa do ranking do CLP causa preocupação pelos danos que pode causar ao Espírito Santo.
“A cada ano o Estado tem reduzido os homicídios, graças ao trabalho do programa Estado Presente e da cooperação entre as Polícias Civil e Militar, mas parece, a se considerar esse ranking, que os indicadores gerais mostram que Vitória está na contramão”, acrescentou Mazinho, após a fala.
O Rio de Janeiro, que sempre assusta pelas grandes ocorrências em territórios conflagrados, é o quinto colocado, nos indicadores considerados pelo CLP: mortes violentas intencionais, mortes por causa indeterminadas, mortalidade de jovens por razões de segurança, mortalidade e morbidade nos transportes.
SOBRE O CLP
O CLP é uma organização suprapartidária cujo objetivo é engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil, segundo informa seu site.
Há 15 anos trabalha por um Estado Democrático de Direito, que seja mais eficiente no uso de seus recursos e com respeito à coisa pública. Desde 2008, a organização já ultrapassou a marca de 1.000 cidades impactadas por projetos ou cursos e tem mais de 300 pessoas na rede de líderes, em 24 dos 26 estados brasileiros.
O Ranking de Competitividade dos Estados, ferramenta que reúne dados para auxiliar gestores públicos e diagnosticar problemas e elencar prioridades, já é utilizado por mais de 20 estados.

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