
A Justiça do município de Montanha condenou na terça-feira (29), Carlos Magno Santana a 23 anos e 9 meses de prisão pelo latrocínio do médico Aloísio Vieira Silva, ocorrido em março deste ano. Santana, que confessou o assassinato, foi julgado e sentenciado pelo crime de roubo seguido de morte, com agravantes de dissimulação e uso de arma branca, como solicitado pelo Ministério Público Estadual, buscando a pena máxima para o caso.
O crime chocante aconteceu na noite de 25 para 26 de março, quando Carlos Magno atraiu o jovem médico por meio de um aplicativo de relacionamentos. Durante o encontro no apartamento da vítima, Santana golpeou o médico repetidas vezes com uma faca e fugiu levando celular, computador e o carro de Aloísio. Na manhã seguinte, o criminoso foi visto exibindo o carro da vítima em suas redes sociais, chegando a ostentá-lo na praia de Conceição da Barra. Amigos da vítima notaram sua ausência no plantão e acionaram a polícia.
Após a descoberta do corpo, Carlos Magno foi localizado e preso em Cobraice, distrito de Conceição da Barra, onde ainda estava com o veículo do médico. Ele conduziu os policiais ao esconderijo dos demais pertences roubados. As investigações contaram com imagens de câmeras de segurança que registraram Carlos entrando e saindo do apartamento da vítima.
Latrocínio é considerado um dos crimes mais graves do Código Penal brasileiro, com penas que variam de 20 a 30 anos de reclusão, apenas abaixo da pena para extorsão mediante sequestro com resultado de morte. A sentença de Carlos Magno Santana, próxima ao limite máximo, deu-se devido ao mesmo ter confessado o crime, o que reforça o compromisso da Justiça em combater crimes brutais como este, que abalaram profundamente a comunidade de Montanha.

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